Especial Dia das Mães Psicóloga orienta como as mães podem lidar com a volta ao trabalho após a licença-maternidade

Para muitas mães imaginar a volta ao trabalho após o fim da licença-maternidade é um sofrimento, especialmente quando elas pensam em como o bebê irá sentir essa distância. Contudo, para a psicóloga Renata Stulp Scheide, muitas vezes a maior dificuldade está – não apenas na aceitação da criança – mas sim na forma com a qual as mães lidam com essa situação. Para ela, a nossa relação com o trabalho se dá da maneira como fomos educados e isso faz toda a diferença, mesmo para os bebês.

“Se a gente deixa o bebê com aquela energia de preocupação e sofrimento ele, embora não entenda a situação, sente esse comportamento e passa ver aquele momento como algo ruim. Por outro lado, se a mãe se despede da criança com a energia de que irá voltar a trabalhar, pois o trabalho é bom e logo ela estará de volta, mesmo sendo difícil no início, os bebês tendem a se adaptar melhor”, afirma a psicóloga.

Para a mudança não ser tão brusca, comece a adaptação desde o início, não importa se o bebê vai ficar na escolinha, na casa da avó ou com a babá. “Na minha experiência com o Gabriel, mesmo quando eu ainda não pensava em voltar ao trabalho ele já me acompanhava ao consultório e sempre que eu falava com ele dessa volta mostrava que trabalhar era uma coisa boa, pois a energia das palavras nessas horas funciona muito”, orienta.

Para os pais que não estão satisfeitos com essa separação por conta do trabalho o melhor é se policiar e não passar essa sensação negativa no momento de se despedir do bebê.

Outro ponto que Renata destaca é que nunca a mãe deve sair escondida da criança. Mesmo que a criança chore no momento da sua saída, com o tempo entenderá que a mãe irá voltar. Um exercício legal para se fazer com os bebês é a brincadeira de esconder e voltar para que ele entenda que mesmo que ela vá e demore, o bebê não precisa se preocupar.

A psicóloga também recomenda que as mães evitem sentir ciúmes da pessoa encarregada de cuidar do filho, pois isso também gera uma atmosfera negativa que é sentida pelo bebê. Além disso, ela salienta a importância de criança construir outras relações de afeto. “A ligação maior da criança sempre será com os pais, por isso não há necessidade de ter ciúmes”, complementa.

“Confie em suas escolhas. Independentemente de onde e com quem ficará o seu bebê, o principal é ter a certeza de que você fez o melhor que pode para ele ser bem cuidado em sua ausência. E, quando for se despedir, mesmo que seja doloroso para você, foque seu pensamento em como ter uma carreira é importante e lembre-se que uma mãe realizada é também sinônimo de uma criança feliz”, finaliza.

Walkiria Verkade