CAMPEONATOS BRASILEIRO E CENTRO SUL-AMERICANO DE KITESURF VÂO MOVIMENTAR ITAJAÍ EM NOVEMBRO


Evento deve reunir mais de 40 atletas do Brasil e do exterior na Praia Brava, em Itajaí. Novidade será a participação de mulheres na competição.


As feras do kitesurf vão colorir novamente o mar e o céu da Praia Brava, em Itajaí, litoral norte de Santa Catarina, durante o Campeonato Brasileiro de kitesurf, que acontece nos dias 9 a 11 de novembro E tem mais. Na sequência, os melhores atletas do mundo voltam pra água e brigam pelo título Centro e Sul-americano de kitesurf, nos dias 12 a 17 de novembro.

Ao todo estão sendo esperados mais de 40 kitesurfistas, vindos do Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e Estados Unidos, além de França, Turquia, Inglaterra e Ilhas Antígua e Barbuda.

Entre os atletas já confirmados, está o maranhense Bruno Lobo. O atleta é tri-campeão brasileiro de kitefoil, atual campeão sul-americano de fórmula kite e recentemente representou o Brasil no pan-americano, de Lima, no Peru, ficando com a medalha de ouro na modalidade. Além desses títulos ficou em sétimo lugar no Circuito Mundial de “kitefoil”.

“O kite está tendo uma visibilidade grande nos últimos anos. E o Pan foi um evento muito grandioso, só fica atrás dos Jogos Olímpicos. É um sonho ter o kite nesse patamar”, conta Bruno.

A novidade na competição catarinense será a presença das mulheres que praticam o kitesurf. Alguns dos maiores nomes femininos da competição estarão na Praia Brava, mostrando que o esporte tem muito espaço para as mulheres. Um exemplo é a também Maranhense, Maria do Socorro Vasconcelos Reis, a “Socorrinho”, que é bi-campeã brasileira e vice-campeã sul americana 2018.

“O sul-americano 2019 é um dos eventos mais importante do ano para mim, poder competir com mulheres de varias nacionalidades e evoluir em cada competição é um dos maiores ganhos para qualquer atleta. Estou me preparando fisicamente e treinando forte em água para poder dar meu melhor”, disse.

Na fórmula kite a disputa é em formato de regata, com os velejadores competindo numa prancha com foil, uma quilha, que faz o atleta praticamente voar sobre a água. A categoria é uma mistura de velocidade e radicalidade que encanta quem está assistindo. Para se ter uma ideia, numa disputa com muito vento, o kite chega a atingir 80 quilômetros por hora.

Segundo o organizador do evento e flysurfer, Claúdio Andre, a intenção é divulgar este esporte que a cada ano ganha mais adeptos. “Trouxemos a competição para a cidade no ano passado e o sucesso do evento garantiu que pudéssemos sediar o Centro Sul-americano e trazer um número maior de atletas que são destaques no esporte. Será mais uma grande competição onde todos estão se preparando para as olimpíadas de 2024, em Paris, na França, quando o Kitesurf estreia juntamente com outras modalidades”, conclui o atleta.