Tudo Posso ?

Um mini eu se assemelha mais e mais  a cada 24 horas lá em casa, na forma como eu falo, como eu ando, como eu gesticulo, nas brincadeiras que eu faço, na forma como trato quem me rodeia, no entusiasmo que tenho pela vida, nos gostos que tenho por caminhão, motorhome…

Meu mini eu  tem  3 anos, um xerox de mim na sua forma física e pelo que percebo na comportamental também!

Dizem que somos a média das cinco pessoas que mais convivemos,  meu  filho convive comigo, com a mãe, alguns momentos com a avó e os amiguinhos na creche, mas  neste  momento o que posso dizer é o que todos dizem, basicamente meu filho sou eu pequeno.

Coração de pai se enche de orgulho a cada elogio, sente dor a cada queda que tem, a cada bronca necessária.

Meu filho fez minha memória voltar   quase 30 anos quando idealizei um programa de prevenção de álcool e  outras drogas para o público mirim.

Neste programa um super herói mirim luta contra  o Poderoso Mé, um ser abominável que vive escondido dentro de um barril de chopp numa fábrica de cerveja desativada, ele no subsolo da fábrica fica liderando seu domínio sobre a terra, tem alguns vassalos que o ajudam, cada um representa uma classe de drogas, seu plano de domínio avança a cada dia.

Quando idealizei o programa, pensei na época!, quando você é criança e assiste He-man e Esqueleto, você quer ser o He-man, quando assiste o Super homem, o homem aranha … você quer ser o super herói, nunca o violão, e se por acaso a criança optar pelo vilão, já é bom investigar um transtorno de personalidade antissocial, pois o comportamento previsível é a criança querer se identificar e imitar o super herói.

O projeto ficou engavetado esses anos todos e nesses tempos de redesignação de personagens, como no caso do filho do super homem gay,  me fez voltar a mente o conceito que permeia o projeto de prevenção às drogas mirim.

Eu até o momento não consegui fazer nascer o projeto, apesar de muitos esforços por décadas, e como se não fosse o suficiente a angústia de querer fazer algo para somar na prevenção às drogas , surge mais um descompasso assombroso na psique mirim, além das drogas temos a cultura da ideologia de gênero em ritmo frenético.

Não tenho  como negar a preocupação de ver meu filho e todas as crianças tendo como referência de herói um personagem disruptivo surfando na  onda da redesignação de personagem, a questão da minha preocupação é que se todos os pequenos  seguir  como exemplo, num futuro próximo  a humanidade deixaria de existir, já que a reprodução só é possível com alguém de DNA masculino fecundar alguém com DNA feminino.

A vivência em um hospital psiquiátrico te possibilita ver a vida como ela é como já dizia “ Nelson Rodrigues “, lá você convive com a dor de famílias que ficam sem reação ao cair a ficha que seu filho está desculpe o termo “ louco de fato “, porque a droga que usou desencadeou uma psicose irreversível que chamamos de esquizofrenia.

Lá você presencia a dor de quem de fato tem depressão e buscou tirar a própria vida para se livrar desse tormento de não conseguir ver esperança.

Convive como se já fosse normal com transtornos de identidade sexual, alguns que buscam a redesignação sexual acreditando na falácia do TUDO POSSO  !

Corpos mutilados, mentes deturpadas entregue aos pecados capitais, o  mundo  para eles tem que girar em torno do seu querer, a busca é pelo prazer imediato, e ai de quem discordar, a patrulha  já logo lacra e já  vem te ofendendo, dizem que você está sendo preconceituoso por discordar.

Agora eu te pergunto!

Eu como médico vejo uma pessoa com triglicerídeos alto comendo gordura na minha frente, se falar que isso está fazendo mal à saúde dele é preconceito ?

Eu como médico vendo um diabético comendo doce, se falar que isso está fazendo mal à saúde dele é preconceito ?

Eu como médico vendo um obeso comer mal, se falar que isso está fazendo mal à saúde dele é preconceito?

Eu como médico vendo um menino querer ser menina, ou uma menina querer ser menino, se falar que isso está fazendo mal à saúde dele é preconceito ?

Lembrando  que por mais que se tome hormônios e faça cirurgias que mutilam, nunca se muda o DNA, e nunca  esse menino ou menina se sentirá de fato satisfeito com seu corpo, pois o máximo que se consegue chegar é uma  versão adoecida dele mesmo.

Quando uma pessoa apresenta anorexia, quadro de uma pessoa magra que se vê  obesa,  se busca auxiliar através da medicina, Psicologia, nutrição, é uma  forma distorcida de como a pessoa se vê e necessita tratamento.

Você sabia que existem casos de pessoas que se vê sem pernas, bem como existem  hoje casos e mais casos de redesignação sexual acontecendo cada vez mais, parece que a regra do transtorno de imagem, que é a forma como a pessoa se vê tem dois pesos e duas medidas.

Quando se trata de anorexia é doença, em se tratando de amputar uma perna porque a pessoa se vê sem perna , quando é sobre a amputação de um pênis, dos mamilos … aí já não é doença, é o direito do TUDO POSSO!

Na prática Clínica presenciei muitos conflitos de ordem sexual, a corrente do imediatismo, da autoestima egocêntrica, do tudo posso, na referência deturpada da sexualidade, fizeram muitos acreditar no poder sem limites, esquecendo que somos livres para nossas escolhas, mas prisioneiros das consequências.

Torço hoje para que a referência das cinco pessoas que essas crianças convivem tenham ao menos a maioria ainda com perfil de sexualidade não adulterada, pois por mais que esse modelo disruptivo  queira impor suas regras temos que lembrar, somente um homem com DNA Masculino e uma mulher com DNA feminino, são capazes de continuar promovendo a perpetuação da espécie.

Uma mulher que buscou a redesignação para ser homem , um homem que buscou a redesignação sexual para ser mulher , se tornam na prática figuras caricatas para não dizer bizarra, ficam como “a feia que quer ser miss” da letra de música do Osvaldo Monte Negro.

A psiquiatria adoece em não se posicionar sobre, e continua a perpetuar a saga que persegue a especialidade desde seu primórdio ! Endossar bizarrices!

Se continuar assim chegará o tempo que os normais habitarão os manicômios e os loucos povoarão a terra.

Davi  Urias Vidigal 47-997058000

PSIQUIATRA/PALESTRANTE

instagram @davividigal